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Sua empresa faz o uso do óleo lubrificante em seus processos?

Se a resposta for sim, vem ler esse artigo com a gente.

O impacto do óleo lubrificante no meio ambiente é altamente devastador, já que um litro de óleo é capaz de contaminar um milhão de litros de água e que, uma vez despejado em linhas d’água (rios, lagos, oceanos e lençóis freáticos), forma uma fina camada superficial que bloqueia a passagem de ar e luz, impedindo a oxigenação e a fotossíntese.

Vazamento de óleo da Chevron na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro Rogerio Santanta/Reuters/VEJA Criador: HANDOUT Crédito REUTERS Inf. extraída do IPTC Photo Metadata.


A empresa LUBMASTER, localizada em Itaquaquecetuba, Grande São Paulo, atua há 30 anos na fabricação de lubrificantes acabados e preza pela segurança e saúde do meio ambiente.

O projeto da LUBMASTER está voltado à necessidade de produtos inofensivos ao homem e ao meio ambiente. Em razão disso, visa o comprometimento de destinação correta às suas embalagens. Atendendo a lei 12.305/2010 que obriga fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a estruturar e implementar sistemas de logística reversa.

No caso do OLUC (Óleo lubrificante usado ou contaminado), tanto as empresas coletoras quanto produtores e importadores, além de seguir o Conama 362 (que dispõe sobre as regras de recolhimento, coleta e destinação final do óleo lubrificante usado ou contaminado), devem atender as resoluções da ANP, onde têm a obrigação de enviar relatórios mensais, contendo a informação de volume produzido, comercializado e coletado para que haja confronto de informações e assim o controle do destino correto ao final do seu uso.

A LUBMASTER é associada ao INSTITUTO JOGUE LIMPO, e também uma entidade gestora responsável por realizar a logística reversa das embalagens plásticas de óleo lubrificante.


Imagem aérea da fábrica Lubmaster


Mas afinal, como proceder com o óleo industrial usado ou contaminado?

Em Santa Catarina a empresa FILTROVILLE AMBIENTAL, localizada nas cidades de Araquari e Joinville oferece o serviço completo de coleta, transporte e destinação de resíduos de óleo. O gerador recebe um certificado de Coleta de Óleo de acordo com a resolução do CONAMA 362/2005.

O óleo lubrificante usado ou contaminado transforma-se em óleo básico, matéria-prima fundamental para um novo óleo lubrificante. As empresas PROLUMINAS (MG), PETROLUB INDUSTRIAL (MG) e LUBRASIL (SP) são algumas das responsáveis pelo rerrefino deste óleo no Brasil.

Como funciona o processo de rerrefino?

Este processo consiste basicamente nas seguintes etapas:

Descarga/armazenamento

O processo produtivo se inicia com a chegada do caminhão na empresa. O caminhão para na rampa de descarregamento e é feita a coleta da amostra para envio ao laboratório, que após aprovação libera o descarregamento do produto nas caixas subterrâneas (usadas apenas para descarga e medição). Posteriormente o óleo é medido e levado para armazenagem.

Desidratação

Dos tanques de armazenagem o óleo é bombeado para os desidratadores, tanques aéreos que possuem serpentinas internas onde circula vapor. Esse processo é complementado com a circulação deste óleo em outra serpentina localizada no interior dos tachos de clarificação, onde é feita a troca de calor do óleo em clarificação para o óleo em desidratação. A temperatura máxima de trabalho nesta etapa é de 130º C, com a saída livre do vapor d'água retirado do óleo. O óleo no final desta etapa é enviado aos tanques de armazenagem de óleo desidratado.

Craqueamento

O óleo desidratado é bombeado dos tanques de armazenagem e chegam com temperatura de aproximadamente 100ºC ao tanque pulmão do craqueamento, onde é feita a medição. Logo em seguida o óleo começa a circular em uma serpentina, localizada no interior de um dos tachos de craqueamento que está com óleo pronto (já craqueado), realizando a troca de calor na qual o óleo pronto que se encontra entre 330ºC e 340 °C e cede calor para aquele que circula dentro da serpentina, estabilizando a temperatura dos dois em torno de 200 ºC. O óleo pronto de dentro do tacho de craqueamento, depois de resfriado, é descarregado nos tanques de óleo craqueado e o óleo que circulava na serpentina/tanque pulmão é bombeado para os tachos craqueadores, onde se inicia a circulação do mesmo em uma outra serpentina localizada no interior do forno craqueador. Iniciado o processo de elevação de temperatura, o óleo atinge a temperatura máxima de 340ºC. Este é resfriado com um novo óleo já carregado no tanque pulmão, dando início a uma nova batelada. Os gases originados neste processo recebem tratamento de condensação a partir da sua saída dos tachos craqueadores e o condensado é utilizado como combustível na própria empresa.

Sulfonação

O óleo craqueado é bombeado dos tanques de armazenagem para os tanques sulfonadores com temperatura máxima de 70ºC, onde é medido e adicionado ácido sulfúrico. O óleo é misturado ao ácido sulfúrico por movimentação originada da injeção de ar comprimido durante 20 minutos; A partir da mistura homogênea o óleo é deixado em repouso para que a reação do ácido sulfúrico usado aqui como catalizador de decantação e limpeza, garanta que o óleo fique totalmente livre da borra (produto originado da decantação de toda sujeira). A borra é escorrida através de uma bica e enviada a um depósito transitório que mais tarde é destinada de forma definitiva à atividade de co-processamento pelas empresas Cimenteiras da região. São feitas diversas amostragens durante o tempo em que o óleo está em repouso para se verificar se toda a borra está decantada e se poderá ser escoada para o depósito transitório.

Mistura

O óleo sulfonado é misturado com argila e bombeado para o tanque de mistura, onde é adicionado terra diatomácea para a etapa de clarificação. O óleo é misturado à argila através de um agitador vertical até a obtenção de uma mistura homogênea.

Clarificação

O óleo misturado à argila é enviado até um dos tachos de clarificação, também provido de agitador vertical, onde ficará circulando no forno de clarificação e elevando sua temperatura até 340ºC, quando se iniciam as amostragens e verificação do óleo quanto a sua possibilidade de filtragem ou maior permanência no sistema. Assim como no craqueamento, o sistema possui condensação dos gases originados no sistema, tendo o condensado destinado ao retorno ao próprio processo.

Filtração e prensagem

Estando o óleo aprovado para filtragem inicia-se o processo de resfriamento utilizando-se da perda de calor deste sistema para o óleo em desidratação que circula na serpentina localizada no interior dos tachos clarificadores. Atingida a temperatura de 190ºC, ideal para filtração, inicia-se a filtragem com o óleo passando por filtros-prensa que farão a retenção das impurezas e da argila adicionada. Existe também uma bateria de filtros especiais, que realizam a retirada de partículas inferiores a 10 micrômetros, deixando o óleo pronto para armazenagem e/ou carregamento para venda. Nesta etapa origina-se a torta de filtração que assim como a borra ácida também é enviada de forma definitiva para a atividade de co-processamento.

Após completado o tanque de carregamento, estando o óleo dentro das especificações do cliente programado, finalmente o laboratório libera o carregamento da carreta.

O óleo básico rerrefinado é comercializado com os principais produtores de óleo lubrificante acabado e produtores de graxa lubrificante.







Referências:

Material fornecido por Lubmaster “Cadeia de Logística de Lubrificantes no Brasil” 28 de maio de 2020

Site http://www.lubmaster.com.br/site/a-lubmaster/

Site http://www.filtroville.com.br/

Site https://www.joguelimpo.org.br/institucional/index.php

Site http://www.proluminas.com.br/

http://sistemas.meioambiente.mg.gov.br/licenciamento/uploads/xUMeTbYlERgzCe4CIkF2B7H_FhhE8NT4.pdf

PARECER ÚNICO Nº 091/2017 (SIAM nº 1036826/2017 ) 1036826/2017 11/09/2017 páginas 8 e 9/43

GOVERNO DO ESTADO DE MINAS GERAIS

Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Subsecretaria de Regularização Ambiental – SURAM

Superintendência Regional de Meio Ambiente – SUPRAM

You Tube Canal Amazon Sat “Veja Como o Óleo Básico Se Transforma Em Óleo Lubrificante” 09 de março de 2013

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